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Blog do Especial de Trânsito

Cinco pessoas, cinco dias sem carro

26/09/2008

O último dia foi o pior, mas decidi adotar o transporte coletivo

No último dos cinco dias dessa experiência sem carro resolvi fazer mais um teste: evitar o metrô e tentar chegar ao trabalho só de ônibus (dica da Cíntia Baio, da equipe do UOL Tecnologia, que viu meus posts anteriores e disse que morando na Vila Mariana é possível ler mais a caminho do trabalho, usando só ônibus). Desde segunda, foi o dia em que saí mais tarde de casa: 11h43. A duas quadras de casa, antes da estação Chácara Klabin do metrô, peguei um ônibus da linha Parque do Ibirapuera. No curto trajeto até descer ao ponto da Noé de Azevedo, pude ler quatro dos deliciosos casos da história do futebol narrados por José Macia, o Pepe (um dos meus ídolos da era em que o futebol era mais arte que esporte), no livro "Bombas de Alegria". Desci na Noé de Azevedo, perto da estação Vila Mariana do metrô, e andei até o ponto de ônibus depois da estação. O ponto não tinha nenhuma placa com informação sobre ônibus, mas me informaram que ali paravam ônibus que seguiam pela avenida Paulista, onde eu pegaria outro ônibus rumo a Pinheiros. Distraído, ouvindo música (de novo, o mp3 player, abastecido com a mesma playlist da véspera, 1 hora e 2 minutos de música), olhei para o lado oposto ao de onde viria meu ônibus. O suficiente para perder o ônibus da linha Paraíso. Quando vi, era tarde, ele já estava saindo. Tudo bem, aguardo o ônibus seguinte, com pensamento positivo: não deve demorar muito...

 

Trânsito intenso na Paulista, mas não paradoDemorou. Uns dez minutos. Uma senhora me perguntou se era ali mesmo o ponto para ônibus na Paulista. Eu disse que sim, pelo que me informaram outros passageiros no ponto. Chegou o 875M-Perdizes. Subi, sentei no último banco. Ouvindo música, lendo, o trânsito fluía na Paulista.

 

Em um dos textos do Pepe, "O Bonde que Marcava o Tempo", ele conta que, aos sete anos, jogava bola na Vila Melo, em São Vicente, num campo que chamavam de Areião (morei lá pertinho na minha infância, umas três décadas depois da infância do Pepe, eu jogava bola num campo que chamávamos de Mangueirão-andar de ônibus lendo traz memórias da infância...). Na época do Pepe, ele relata, ninguém usava relógio, e o tempo do jogo era determinado pelas passagens de um bonde: os times trocavam de lado no campo e terminavam o jogo quando passavam os bondes. Dois tempos de meia hora. Uma pontualidade no transporte público que hoje não existe mais...

 

Pedestres na Doutor Arnaldo são mais rápidos que os carrosDesci na parada Frei Caneca, na Paulista, e não precisei esperar: peguei meu terceiro ônibus, o Parque Continental. Só que... erreeeeei... Me confundi com uma dica da Cíntia (mais tarde, ela me disse que o correto para mim seria o ônibus Shopping Continental. Confiei demais na memória e não tomei nota, por isso errei). O ônibus entrou na avenida Doutor Arnaldo, que estava completamente parada. Desci na altura do início da rua Teodoro Sampaio. Fui para o lado oposto e, no ponto de ônibus que não tinha nenhuma informação sobre os ônibus que por ali passavam, esperei algum que fosse pela avenida Rebouças. Parou um, e perguntei ao motorista se algum dos ônibus daquele ponto descia a Rebouças. "Não, aqui nesse ponto, não. Só lá na frente, depois do hospital", me orientou ele. Fui andando até a Rebouças. Vendo a Doutor Arnaldo praticamente parada nos dois sentidos. O relógio-termômetro da rua já marcava 12h45. Já fazia uma hora que eu havia saído de casa. Que dia...

 

Panfletos de candidatos jogados na escada do corredor de ônibus da Rebouças, perto do Hospital das ClínicasNa passarela de acesso ao corredor de ônibus da Rebouças, a menos de dez dias das eleições municipais, muita gente distribuindo panfletos de candidatos. E muita gente jogando os panfletos na escadaria da passarela. Aliás, no caminho desde casa, recebi material de campanha de três candidatos. Na porta do apartamento, um envelope com uma carta, três santinhos e um panfleto de um candidato a vereador do PSDB. Perto do metrô Vila Mariana, um jornalzinho do candidato do PSOL à Prefeitura. Na Rebouças, um panfleto de um candidato a vereador do PSB.

 

Vejamos o que os três dizem sobre transporte público em São Paulo.

 

O primeiro, na carta em que pede meu voto, menciona o tema em uma linha sem nenhuma objetividade: "E preciso rever a questão da mobilidade (o trânsito caótico exige que a cidade repense a sua ocupação)..." 

 

Em seu jornalzinho, o segundo coloca em quarto lugar numa lista de dez propostas para São Paulo, o seguinte: "Mudar a matriz, investindo no transporte de massas sobre trilhos, promovendo o subsídio de tarifas rumo à tarifa-zero e desestimulando o uso do automóvel."

 

O terceiro, em oito páginas de panfleto, se descreve como o "vereador da Educação" e afirma que também tem "uma grande atuação em outras áreas como Transporte, Saúde, Segurança, Habitação, Desenvolvimento Econômico, Meio Ambiente e Combate à Corrupção".

 

Bom, ainda não voto em São Paulo (nunca transferi meu título de eleitor). Se você vota e quer saber o que os candidatos a prefeito de São Paulo pensam sobre o trânsito na cidade, experimente o debate virtual do UOL Eleições.

 

Desci no ponto perto do meu trabalho às 13h em ponto. Uma hora e 17 minutos de trajeto. Muito por minha culpa, pois perdi um ônibus e peguei um ônibus errado.

 

Lições aprendidas, meu balanço desses cinco dias sem carro, no entanto, é positivo. Ganhei tempo em relação ao trajeto de carro nos quatro primeiros dias. Pude ler, o que nunca faço ao volante. Andando pelas ruas e fazendo uso do transporte público proporciona um contato maior com a realidade de uma grande parcela da população, o que considero bastante útil para um jornalista. Em dois dias da semana (quinta e sexta), saí muito tarde do trabalho e tive de recorrer ao táxi (não havia mais metrô em funcionamento).

 

Decidi que vou adotar o transporte coletivo pelo menos três vezes por semana. Espero que o atraso desta sexta não seja freqüente a ponto de me fazer mudar de idéia.

 

Agradeço a todos os internautas por seus comentários e pela leitura deste blog e às dicas preciosas das pessoas que colaboraram com a experiência.

 

Por Irineu Machado, zona sul

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25/09/2008

Com trilha sonora, o melhor tempo

Hoje, bati um recorde.

 

O relógio-termômetro de rua que fica em frente ao meu prédio marcava 11h em ponto quando eu atravessei a rua rumo à estação de metrô. Dia ensolarado, sem calor, nenhum sinal de estresse nos motoristas que passavam pela rua Vergueiro. Será que nos dias anteriores a calmaria era a mesma e eu tive uma percepção diferente? Ou estaria eu influenciado pela trilha sonora especialmente selecionada? Neste quarto dia sem carro, fiz algo que nos dias anteriores vi muita gente fazendo no ônibus e no metrô: ouvir música durante todo o trajeto.

 

Desvantagens: é necessário atenção redobrada. Música distrai. Se alguém chama, talvez não seja possível ouvir. Quando ouço música, em geral, é com volume elevado. Também deve fazer mal aos tímpanos, principalmente com esses fones de ouvido. Quando entrei no vagão do metrô, já ouvindo música com volume bem alto, bastou o trem começar a andar que tive a sensação de que alguém reduziu o volume do meu aparelho. Aumentei, aumentei, aumentei, e consegui fazer com que a música suplantasse o ruído do trem em movimento.

 

Quando saí do metrô, na avenida Paulista, notei que o volume estava bem exagerado. Fiquei curioso para saber qual o nível de ruído no interior do metrô. Aqui, na redação, pedimos informações sobre isso à Companhia do Metropolitano de São Paulo. Estamos aguardando informações. Nem sei se é muito ou se é pouco esse nível de ruído. Mera curiosidade. Aviões são muito mais barulhentos.

 

A caminhada até a rua da Consolação também é muito mais agradável com música. Dependendo do que se está ouvindo, há até uma torcida inconsciente para que o trajeto seja mais demorado. Mas o ônibus não demorou a chegar. Peguei o da linha 771P/10 (Jd. João XXIII). Ouvindo música, a sensação é de que tudo passa mais rápido.

 

Sensação de rapidez? Cheguei ao ponto da Rebouças com a Faria Lima exatamente às 11h33. Trinta e três minutos! Novo recorde de rapidez no trajeto até o UOL. E pensar que abasteci o mp3 player com 1 hora e 2 minutos de música, 14 canções. Ouça uma delas, na Rádio UOL 

Não vou revelar a playlist completa. Prefiro que os internautas comentem e dêem sugestões de música para ouvir no transporte coletivo. Alguma dica?

Por Irineu Machado, zona sul

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24/09/2008

Sem carro, dá para ler: isso não é um sonho

Uma das vantagens de deixar o carro em casa e usar transporte coletivo é poder fazer coisas que, ao volante, são impossíveis. Por exemplo, ler durante o percurso para o trabalho. Verdade ou mito? Resolvi fazer um teste hoje.
 
Eu tinha um compromisso profissional por volta das 10h. Sabendo que o trânsito de São Paulo é sempre pior entre as 7h e as 9h, me precavi, saindo mais cedo de casa. E hoje tive a companhia do editor de fotografia do UOL, Flávio Florido, que registrou algumas imagens do meu trajeto. Escolhi de uma estante um livro com vários textos curtos, também imaginando que não teria uma leitura ininterrupta no percurso, em que há trechos a pé, de metrô e de ônibus: "O Livro dos Sonhos", uma compilação em que Jorge Luis Borges reúne sonhos descritos por ele e por outros autores de várias épocas. Cabe no bolso, fácil de levar.
 
Deixo o prédio onde moro às 8h24. O trânsito na rua Vergueiro está bem mais intenso do que nos dois últimos dias (quando saí de casa por volta de 10h20). Na estação do metrô Chácara Klabin, o movimento também é maior do que o que encontrei na segunda e na terça. Chega a haver fila nas catracas (umas três pessoas em uma das três catracas de entrada). Empresto o meu Bilhete Único para o Flávio (não personalizado, o bilhete permite o uso por mais de uma pessoa, debitando do seu saldo o valor equivale a duas tarifas). Na plataforma da estação, o Flávio revela: "Nossa, faz uns 15 anos que eu não ando de metrô!" Acho que a experiência será bem mais surpreendente para ele.
 
Enquanto o trem não chega, começo a ler o livro, às 8h35. O trem chega quando termino o quarto parágrafo de "História de Gilgamesh", um conto babilônico do segundo milênio A.C. Em pé, no interior do trem, continuo a leitura. As estações vão chegando e o vagão vai lotando. Muita gente em pé, mas não chego a ficar espremido e é possível manter a leitura do livro. Até a estação Consolação, onde desci às 8h47, foi possível terminar o primeiro conto e dar uma bisbilhotada em outros textos do livro ("O Sonho de Coleridge", "Dreamtigers", "O Sonho do Petróleo", todos curtinhos...). Uma multidão sobe as escadas rolantes para a saída na avenida Paulista.
 
Lá fora, uma leve garoa. Em mais uma alteração de percurso em relação aos dias anteriores, hoje segui uma dica que o Felipe Vita, o "Felps", colega de trabalho que também mora na zona sul, me deu ontem à noite antes de ir embora: pegar um ônibus na própria avenida Paulista (evitando, assim, uma caminhada mais longa até a rua da Consolação). Chegamos ao ponto às 8h51 na parada que leva o nome de Augusta-Centro, que fica do lado oposto ao prédio do Conjunto Nacional, um dos marcos da avenida Paulista. Chequei numa placa se estava no lugar certo. Sim, as linhas de ônibus indicadas pelo Felps passavam todas por ali. Mas demorou. O primeiro dos quatro ônibus que me serviriam chegou após dez minutos de espera. Tem certeza que era melhor, Felipe?, pensei. Talvez a leve chuva tenha causado um atraso acima do normal nos ônibus.
 
Descendo a Rebouças, pude ler mais quatro contos até chegar ao meu ponto final, perto do UOL. Em pé, até o cruzamento com a Henrique Schaumman. Depois, sentado, até o ponto da Faria Lima, onde desci às 9h14. Foram 50 minutos de casa até o trabalho: a jornada mais longa até agora, desde segunda-feira. Conclusões positivas: sim, é possível ler (mesmo que pouco, muito mais que dirigindo um carro). O Flávio Florido até que curtiu a experiência, mas não creio que ele vá abandonar sua rotina de vir de moto para o trabalho: ele leva só DEZ minutos para chegar do centro a Pinheiros!
 
Ah, esqueci o crachá do UOL de novo... no carro.

Por Irineu Machado, zona sul

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23/09/2008

No segundo dia, novo trajeto rendeu ganho de 4 minutos

Hoje, decidi fazer uma pequena alteração no meu percurso e ganhei quatro minutos em relação ao tempo que levei ontem para chegar ao trabalho. A propósito, a volta para casa ontem à noite, por volta das 23h50, foi tranqüila. Em meia hora estava em casa, após subir a Rebouças até a Paulista de ônibus e pegar o metrô na estação Consolação. Nem o ônibus nem o metrô demoraram a chegar. No último vagão do metrô, ninguém estava de bicicleta (o metrô permite o transporte de bicicletas por passageiros nesse horário), talvez por ser muito tarde.

 

Pela manhã, saí de casa exatamente às 10h23. Hoje, não precisei parar no guichê de carregamento do cartão Bilhete Único, e isso também contou para que eu ganhasse tempo. Logo que cheguei à plataforma de embarque, às 10h28, um trem passou direto pela estação (Chácara Klabin), vazio. Dois minutos depois, um trem parou na estação. A quantidade de pessoas que entravam e saiam durante o trajeto era muito semelhante ao que vi ontem. Para fugir da mesmice, decidi, no meio do trajeto, que hoje eu não desceria na estação Consolação, mas na estação seguinte, que também me serviria: Clínicas. A maioria dos passageiros do meu vagão, de novo, desceu na Consolação.

 

A parada Clínicas no corredor da RebouçasDa estação Clínicas até o ponto de ônibus no corredor da avenida Rebouças, a caminhada é um pouco mais longa que a de ontem (da estação Consolação ao ponto de ônibus da rua da Consolação). Da passarela que dá acesso ao ponto no corredor, notei que o trânsito não estava ruim na avenida.

 

Cheguei ao ponto e o primeiro ônibus a chegar já era bom: Parque Continental (vem da praça Ramos de Azevedo). Não havia assentos disponíveis, e uns 15 passageiros ou mais estavam em pé. Senti que pisei no pé de alguém ao tentar chegar ao fundo do ônibus, mas, em meio a tanta gente, não identifiquei a "vítima" a quem eu deveria pedir desculpas.

 

Dali até a esquina com a Faria Lima, foi rápido. Às 11h04, cheguei ao meu ponto de desembarque. Hoje, foram 41 minutos, apesar de, no meio do caminho, eu ter tido a percepção de uma demora maior que a da véspera (quando gastei 45 minutos para chegar).

 

No prédio do UOL, uma constatação pelo segundo dia seguido: a de que o carro serve também como uma extensão da memória, até certo ponto. Quando não quero esquecer algumas coisas em casa, costumo deixá-las no interior do veículo: por exemplo, contas a pagar, livro que alguém emprestou e preciso devolver, crachá de trabalho... Esqueci o crachá pelo segundo dia seguido... Hei de lembrar amanhã!

Por Irineu Machado, zona sul

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22/09/2008

Primeiro dia: o transporte público fora do horário de pico

Usar carro diariamente é um hábito tão forte que a dúvida começa no elevador do prédio: ao sair de casa apertei o "-1", que é o andar da garagem, em vez de apertar o "0" (térreo). Lá fora, 18 graus às 10h22. Trânsito aparentemente tranqüilo. Moro a duas quadras da estação de metrô Chácara Klabin, que fica na rua Vergueiro, Vila Mariana, zona sul de São Paulo. A Vergueiro quase vazia como estava hoje pela manhã é uma raridade. Em geral, de carro, nessa área, levo uns dez minutos para percorrer umas três ou quatro quadras.

Na estação Chácara Klabin, uma das mais novas do metrô paulistano, inaugurada em maio de 2006, só duas pessoas aguardavam atendimento à minha frente no posto de carregamento do Bilhete Único (cartão lançado em São Paulo em maio de 2004 que permite ao passageiro fazer várias integrações de ônibus pagando uma única passagem dentro do período de três horas, ou fazer integrações com metrô e trem pagando por um preço menor do que o valor normalmente cobrado se a integração for feita em até duas horas da passagem pela catraca). Eu já tinha um bilhete, adquirido há uns dois anos, e não precisei tirar um novo. No balcão, pedi uma carga de R$ 20 no meu bilhete. Também não precisei pagar em dinheiro: cartão de débito serve.

A estação Chácara Klabin, vaziaDesci as escadas rolantes e o trem que eu pegaria acabara de sair, às 10h32. O trem seguinte chegou quatro minutos depois. Ele vem da estação Alto do Ipiranga. Estava tão vazio que pude contar o total de passageiros no meu vagão: 11 pessoas, eu incluído, em pouco mais de 60 assentos no vagão. O trem ficou parado na estação por cerca de um minuto. Nas estações seguintes, o movimento foi muito maior. Na Ana Rosa, contei cerca de 30 pessoas entrando no vagão. No Paraíso, foi gente demais: impossível contar. Já não havia mais assentos vagos e muita gente estava em pé. O condutor avisa pelo sistema de som: "Abra espaço para o embarque. Utilize o corredor." Na estação Brigadeiro, poucos desceram e poucos entraram. De novo, aviso do condutor: "Não segurem as portas. 70% dos atrasos no metrô acontecem porque as pessoas seguram as portas." Na estação Trianon, também desceram e entraram poucos passageiros. Mais um aviso no sistema de som: "Se você não vai desembarcar na próxima estação, evite a região das portas." Chegou a minha estação de desembarque: Consolação, cuja saída fica na avenida Paulista. A maioria dos passageiros desceu lá.

Dali até o ponto de ônibus na rua da Consolação para chegar à avenida Faria Lima (onde fica o prédio do UOL), é uma caminhada curta: pouco mais de duas quadras. Às 10h50, o trânsito na Paulista fluía bem, pelo menos naquele trecho. No ponto de ônibus da rua da Consolação, o painel eletrônico indicava o tempo de espera para os ônibus de algumas linhas. Alguns indicavam "5 minutos", outros "4 minutos", outros "sem previsão". No meu caso, pelo menos, não foi preciso esperar muito. Uns dois minutos depois de minha chegada, um ônibus que desceria todo o corredor da avenida Rebouças. Seis pessoas subiram. Um dos passageiros que iria subir orienta os que se aglomeravam entre a porta e a catraca: "Vamos usar o corredor da esquerda, por favor, pra todo mundo subir tranqüilo). Passei o bilhete, consegui um assento (o ônibus não estava lotado) e em menos de dez minutos, desci no ponto que fica no cruzamento da Rebouças com a Faria Lima. Eram 11h07.

Resumo do primeiro dia de minha semana sem carro: cheguei ao trabalho 45 minutos depois de sair de casa, fora dos horários de pico do trânsito. Um pouco menos do que os 50 minutos que levo em média de carro. Mas um dia é pouco para qualquer conclusão.

Incentivo ao uso da bicicleta

Nas estações de metrô de São Paulo, há avisos mostrando os pontos em que os passageiros podem entrar com bicicletas nos vagões, o que é permitido todos os dias da semana das 20h30 até o fechamento das estações.



Um cartaz anuncia a ampliação dos horários de acesso ao metrô com bicicleta. Hoje à noite, usarei o último vagão para ver se algum passageiro entra de bicicleta.

Por Irineu Machado, zona sul

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A idéia

Na semana em que é comemorado o Dia Mundial Sem Carro (22 de setembro), uma equipe de jornalistas do UOL que costuma usar carro diariamente abrirá mão de seus veículos para observar e comparar as vantagens e desvantagens de viver no dia-a-dia usando transporte coletivo, bicicleta ou outros meios alternativos para se locomover. Diariamente, até sexta-feira, as impressões dos cinco jornalistas serão publicadas neste blog.

Gabriela Sylos Gabriela Sylos
Zona oeste, Pompéia
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Irineu Machado Irineu Machado
Zona sul, Vila Mariana
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Pedro Cirne Pedro Cirne
Zona oeste, Perdizes
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Thays Almendra Thays Almendra
Zona leste, Tatuapé
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Alessandro Giannini Alessandro Giannini
Los Angeles, EUA
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