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Blog do Especial de Trânsito

Cinco pessoas, cinco dias sem carro

26/09/2008

Um futuro sem carro?

Uma semana sem carro rendeu: cinco viagens de ônibus, três caronas de carro e uma boa caminhada (ou 26 quarteirões) a pé. Isso me custou R$ 13,80. Pensando apenas no trajeto casa-trabalho e trabalho-casa, em uma semana de carro gasto cerca de R$ 12,00 de gasolina - a distância é 6 km, meu carro faz 12 km/litro e pago cerca de R$ 2,40 o litro - e R$ 23,75 com estacionamento - minha vaga de mensalista custa R$ 95,00. No total são R$ 35,75 por semana, sem contabilizar seguro, IPVA e gastos com manutenção (carro, de fato, parece um filho gastão).


Passando a régua, a economia foi de R$ 21,95. Mesmo sem a sorte das minhas caronas, eu ainda teria economizado R$ 15,05 se usasse o ônibus todos os dias.


Tenho também mais dois pontos a favor: moro em um bairro bem localizado na zona oeste, com transporte público para toda a cidade, e meu horário de trabalho não coincide com o "rush". Já peguei transporte público nesses horários e sei que alguns privilégios, como sentar, são inexistentes.


Outra vantagem descobri na quarta-feira: é possível depender exclusivamente das minhas pernas para chegar ao trabalho.


Bom, dirá você, a resposta só pode ser uma então: abandonar o carro para sempre. Pode ser, mas ainda tenho algumas pendências. Por exemplo, quando saio muito tarde do trabalho e tenho que andar até a rua Teodoro Sampaio - onde fica o ponto do ônibus que me leva para casa - passo por trechos com pouco movimento. Ou quando, eventualmente, tenho que fazer plantão no final de semana a partir das 7h, o número de ônibus nas ruas é reduzido.    


Minha conclusão é: com a minha rotina, dá sim para depender só de transporte público nos dias de semana. Vou tentar tirar o carro da garagem apenas quando eu souber que o horário no trabalho vai ser alterado. E o uso do automóvel fica liberado nos finais de semana, já que minha programação é mais imprevisível. 


Testarei esse plano no próximo mês antes de tomar uma decisão definitiva, afinal uma semana só foi fácil...

Por Gabriela Sylos, zona oeste

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Nova linha, novo tempo

Não sei se vocês lembram, mas na terça-feira eu tinha perguntado ao cobrador do meu ônibus se havia uma outra linha que passava no bairro e atravessava a avenida Faria Lima, onde fica o UOL. Pois bem, ela existe sim - como meu colega tinha dito - e hoje, sexta, resolvi testá-la.


A linha 856R Socorro não passa naquele ponto perto de casa, então tive que andar um quarteirão e meio a mais, mas isso demorou só quatro minutos. Sai de casa às 11h48 - lembrem que trabalho das 13h às 21h, e sim, sei que sou uma privilegiada de não ter que enfrentar os horários de pico. O ponto fica atrás do hospital São Camilo e na frente de um estacionamento, ou seja, um entra e sai constante de manobristas e carros.


O ônibus que eu peguei hoje estava bem novinho e era adaptado para deficientes físicosO ônibus chegou em seis minutos. Este foi o maior tempo que esperei pelo transporte nesta semana, ou seja, o tempo de espera definitivamente não foi um problema ao abandonar o carro. Sim, sei que também sou privilegiada de morar em um bairro bem localizado de São Paulo e, portanto, com um serviço de transporte público eficiente.   


Quando entrei no ônibus reparei que ele era bem novinho e adaptado para portadores de deficiência física. Perguntei para o cobrador com que freqüência os deficientes usavam aquele ônibus. "Tem dias que tem um ou dois, mas às vezes não tem nenhum". Deve ser por causa do hospital, pergunto eu. "Também, mas alguns estão só passeando mesmo". Liguei na Secretaria Municipal dos Transportes e eles me informaram que, dos 14.982 ônibus e micrônibus que circulam pela cidade, 2.767 são adaptados. Todas as linhas têm, pelo menos, um veículo assim, mas uma linha em especial (a 675L Terminal Santo Amaro/Metrô Santa Cruz) tem todos os ônibus com adaptação. Isso porque a linha passa pela AACD, pelo Hospital São Paulo e pelo complexo hospital da Vila Clementina. 


O trajeto deste ônibus foi semelhante ao da outra linha que eu pegava e demorou só um minuto a mais. Como eu parei no ponto em frente ao UOL, de novo, economizei 10 minutos de caminhada do Largo da Batata até aqui. Foram, no total, cerca de 35 minutos de casa ao trabalho. Fui almoçar às 12h25 e comecei o expediente já alimentada.

Por Gabriela Sylos, zona oeste

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25/09/2008

Uma discussão em frente a faixa de pedestres

Nesta quinta-feira voltei a depender do bom e velho ônibus. Saí de casa, na verdade da casa das minhas amigas perto da metrô da Vila Madalena (estava de carona ontem, e dormi lá de novo), às 11h50. Hoje era minha vez de ser acompanhada pelo Flávio Florido, o editor de fotografia do UOL. Subimos a rua até a Heitor Penteado debaixo de sol forte.


Carreguei o bilhete único no metrô da Vila Madalena (foto: Flávio Florido/UOL)Primeiro fomos até o metrô porque eu queria recarregar o bilhete único. Depois pegaríamos a linha 847P-10 Itaim Bibi que nos deixaria na porta do UOL, na Faria Lima. No trajeto, o Flávio foi me fotografando. Quando paramos para atravessar a rua, fomos abordados por um homem que queria saber por que tínhamos fotografado o carro dele. Expliquei que éramos jornalistas, que estávamos fazendo uma reportagem, mostrei o crachá do UOL, e disse que se o carro dele saiu na fotografia foi apenas porque estava ali na rua que, afinal, é pública. Ele insistiu que deveríamos mostrar as fotos e apagar o registro do carro dele. O Flávio, de forma paciente, mostrou as imagens, explicou novamente o que estávamos fazendo. O homem nos ameaçou, disse que ia atrás da gente, mas foi incapaz de anotar nossos nomes e telefones - mesmo depois de eu insistir. Ficamos ali alguns minutos discutindo com o sujeito, mas foi inútil. Deixamos ele falando sozinho. Passado este percalço, seguimos para o metrô.


No ponto (este com cobertura), esperamos dois minutos pelo ônibus (foto: Flávio Florido/UOL)Eu nunca tinha recarregado um bilhete único, portanto nem sabia onde fazer isso na estação. Mas logo identificamos uma cabine de recarga. Tinha uma pequena fila com cinco pessoas. Na minha vez, perguntei à atendente qual o mínimo de crédito que eu poderia colocar. Ela disse com desdém: "R$ 1". Coloquei R$ 20, mas acho que exagerei, R$ 10 já eram suficiente. Enfim, o processo de recarga demorou 5 minutos.


De volta à rua, andamos um quarteirão até o ponto. Era 12h10. O ônibus chegou em 2 minutos, e cheio de lugares vagos. Como era a primeira vez que eu pegava esta linha, confirmei com o motorista se ele passava mesmo pela parada Eusébio Matoso, na avenida Faria Lima. Passava.


Descemos no ponto em frente ao portão do UOL, esse prédio no fundo(foto: Flávio Florido/UOL)O trajeto foi mais rápido, já que a linha que eu pego na Pompéia percorre vias mais movimentadas como a av. Professor Alfonso Bovero, a av. Doutor Arnaldo e a r. Cardeal Arcoverde. No caminho de hoje passamos pelas ruas da Vila Madalena e só chegamos na Cardeal no trecho que geralmente não tem trânsito.


Às 12h25 chegamos no ponto em frente ao portão do UOL. Demorei menos de 20 minutos - que é quanto eu levo da minha casa para o trabalho usando o carro. E, hoje, ganhei os 10 minutos que não tive que caminhar pelo Largo da Batata.


Veja mais imagens do meu percurso.

Por Gabriela Sylos, zona oeste

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24/09/2008

Um dia de andarilha

Resolvi experimentar uma nova modalidade neste terceiro dia sem carro: andar só a pé. A idéia era fazer o trajeto até o trabalho em duas etapas. A primeira caminhada seria até a academia de ginástica (que eu não ia havia uma semana), e a segunda até o trabalho. Acordei às 8h45 na casa das minhas amigas - aquela perto do metrô da Vila Madalena - para chegar às 9h30 na aula de bicicleta. Sai de tênis e mochila nas costas, carregando toalha e apetrechos para tomar banho por lá.


Vi pela janela que o tempo estava fechado, com o céu cheio de nuvens, mas fiquei com preguiça de carregar o guarda-chuva. Que arrependimento. Assim que eu subi a rua e cheguei na Heitor Penteado começou uma chuva fininha. E vento frio. Eu estava só com um casaco. Quando comecei a descer a rua Harmonia, a chuva apertou e eu era quase a única sem guarda-chuva andando por ali. Eu estava disposta a comprar um caso aparecesse alguém vendendo, mas não apareceu.


Era este o homem que ouvia rádio de pilha bem alto na ruaVirei à direira na rua Rodésia e andei mais um quarteirão até chegar à rua Girassol, onde fica a academia. A chuva parou e até abriu uma nesguinha de sol. Cheguei em 15 minutos, e ainda restavam 15 para começar a aula.


Depois da aula, fui tomar banho. Ainda eram 10h20, e eu precisava estar no trabalho só às 13h. Pelos meus cálculos eu demoraria pouco mais de uma hora para chegar à avenida Brigadeiro Faria Lima e conseguiria almoçar sem pressa. 
 
Deixei a academia por volta das 10h40 e programei um trajeto que evitasse as subidas da Vila Madalena. Uma cena curiosa que vi no caminho foi um homem com sua carroça de papelão escutando uma música estilo "Antena 1 FM" em um rádio de pilha. E bem alto, compartilhando seu som com os transeuntes.


Escolhi seguir por uma rua arborizada que tem ali na região. Não estava mais chovendo, mas o frio persistia; eu usava uma blusa regata porque, afinal, caminhar dá calor. O clima embaixo das árvores é obviamente muito mais agradável e deu até pra escutar os passarinhos cantando. Cenário bem diferente do que encontrei a partir da avenida Pedroso de Morais: fumaça, buzinadas e trânsito. Ainda bem que o tráfego estava bem livre na calçada.


Viva as ruas arborizadas!Até a av. Faria Lima existia todo o tipo de comércio. O bom (ou ruim) é que você lembra das coisas que precisa comprar. Ou pagar, como a fatura do cartão de crédito. Entrei em uma agência no meio do caminho e paguei. Também tentei colocar crédito no meu celular pré-pago, mas o sistema estava fora do ar. O melhor disso tudo é que não precisei procurar vaga para estacionar o carro.


Resumo: demorei 40 minutos no trajeto, cheguei às 11h20 no trabalho, ou seja, mais de 1 hora e meia antes do horário normal. Era bem mais perto do que eu imaginava.

Por Gabriela Sylos, zona oeste

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De noite no ônibus

Na terça à noite saí do trabalho quase às 23h, e acabei perdendo minhas possíveis caronas. Restou o ônibus. Fiquei um pouco receosa de ter que andar até a rua Teodoro Sampaio para chegar ao ponto, então recorri ao site da SPTrans para descobrir um lugar mais perto. Precisava chegar até uma rua próxima ao metrô da Vila Madalena, onde moram umas amigas que iam me abrigar esta noite. Meu plano era cortar caminho no dia seguinte - mas isso é assunto do próximo post. 


Bom, o site tem um serviço bem útil de itinerários: é só colocar a rua de origem e a rua de destino que ele aponta a linha mais fácil. Anotei o número da linha no meu caderninho e só precisei sair do prédio do UOL e atravessar a rua. No ponto estavam umas oito pessoas, mesmo sendo 23h05. O meu ônibus chegou em um minuto (tenho tido sorte em relação a isso) e confirmei com o motorista se ele passava mesmo perto do metrô. Ele disse que sim.


O ônibus tinha cerca de 12 pessoas, a maioria jovens. Sem trânsito, desci no ponto 15 minutos depois. Até chegar em casa levei outros 5 minutos caminhando. Eram quase 23h30 e a rua continuava movimentada. A pé, quase virei na rua paralela à casa dos meus amigos, porque a deles é contramão. É curioso como a gente acaba se confundindo com o carro depois de muito tempo dirigindo. Só faltou dar a seta.

Por Gabriela Sylos, zona oeste

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23/09/2008

A interação dentro do ônibus

Hoje precisava chegar mais cedo no trabalho para adiantar uma matéria. Por isso sai de casa às 10h25, mais de uma hora antes do horário normal. A caminho do ponto de ônibus, ainda um pouco sonolenta e distraída, um cachorro latiu de um portão à minha direita e levei um susto como há muito tempo não acontecia. De dentro do carro os cachorros e os portões simplesmente não existem.


Esta é a mulher que me pediu ajuda no ônibusUm pouco mais acordada, segui até o ponto e em um minuto, literalmente, o ônibus chegou. Nesse horário, diferente de ontem às 12h, havia menos crianças no percurso e restavam mais lugares vazios. Puxei assunto com o cobrador para saber se havia uma outra linha que percorria a avenida Faria Lima, onde fica o prédio do UOL. Um colega do trabalho, e também morador da Pompéia, tinha mencionado essa linha, que deixa a gente na frente do trabalho e economiza dez minutos de caminhada pelo Largo da Batata. Mas o cobrador não conhecia. Depois tenho de checar o itinerário no site da SPTrans.


Pedestres dividem a calçada com os camelôs na região do Largo da BatataNo cruzamento da rua Apinagés com a Heitor Penteado, uma senhora de seus 60 e poucos anos pediu para o motorista abrir a porta. Estávamos parados e o ponto era cerca de dois quarteirões longe dali. Ela pediu uma vez. Falou mais alto na segunda, sempre pedindo por favor. E o motorista nada, fingiu que não escutou. A senhora ficou reclamando baixinho e foi descer só no ponto, voltando a pé o trecho que ela queria economizar. Em São Paulo, a maioria dos motoristas leva ao pé da letra a regra que os proíbe de parar fora dos pontos "oficiais".


Quando entramos na rua Cardeal Arcoverde, uma moça, com expressão preocupada, perguntou se eu conhecia bem a região. Fiz aquela cara de "mais ou menos". Ela queria saber como chegar na altura do número 2.000 da rua Teodoro Sampaio. Avisei a ela que a Teodoro era uma via paralela, à esquerda (ela não sabia; de fato estava bem perdida), mas que eu não sabia sobre a numeração. O caminho mais fácil era o cobrador, como sempre. Ela acabou descendo no cruzamento com a rua Deputado Larcerda Franco.


Hoje apareceu esse buraco na calçada perto da rua dos PinheirosParei no mesmo ponto, aquele do Largo da Batata, e, como ontem, demorei 10 minutos caminhando até o trabalho. Ontem eu comentei sobre as barraquinhas dos camelôs, então hoje coloco uma foto (acima) que mostra a situação "apertada". Para minha surpresa, os pedestres agora dividem espaço também com um buraco enorme aberto na calçada: parecia algum conserto de tubulação. Procurei alguém para me informar sobre o motivo do reparo e sobre quando o buraco seria tapado, mas não havia funcionários no local.


Nesta terça, demorei de novo 45 minutos de casa para o trabalho, ou seja, estou percebendo que é possível criar uma rotina com o ônibus. Para amanhã estou programando uma outra forma de deslocamento. Mas é surpresa.


PS: esqueci de contar minha volta do trabalho para casa ontem, mas não aconteceu nada de muito diferente: peguei carona com a minha irmã, que mora comigo e também estava voltando do trabalho.

Por Gabriela Sylos, zona oeste

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22/09/2008

O primeiro dia sob o sol

A semana começou com uma troca: emprestei meu carro para o meu namorado e ganhei o bilhete único dele – carregado. Troca justa, já que o tanque do meu carro estava com metade do tanque cheio.


O ponto é essa madeira no canto esquerdo; há quem prefira esperar dentro da cabine telefônicaA forma mais simples de ir de casa para o trabalho – meu primeiro deslocamento da semana sem carro, às 11h45 desta segunda – é de ônibus: existe um ponto a menos de um quarteirão do prédio em que moro. O ponto significa um poste de madeira descascado, sem cobertura, nem banquinhos, nem placa de itinerários. Com o vento frio, ficar sob o sol durante dez minutos não foi tão ruim. A outra pessoa que aguardava o ônibus junto comigo, entretanto, preferiu se enfiar dentro da cabine de telefone ao lado.


Durante o trajeto, quase todos os pontos eram iguais ao meu, mas só até chegar às vias mais largas e movimentadas, como a avenida Dr. Arnaldo e a rua Cardeal Arcoverde, que tinham paradas de ônibus mais completas. Ali também o movimento era bem maior: chegamos a parar duas vezes por causa do trânsito.


Dentro do ônibus sobravam lugares para sentar, mesmo com entra e sai constante em cada parada. No ponto em que eu desci, no Largo da Batata, sobravam poucos passageiros e a maioria desembarcou naquele mesmo lugar. Fazia 25 minutos que eu tinha saído de casa. Para chegar até o prédio do UOL foram mais dez minutos caminhando, atravessando ruas e desviando das barraquinhas dos camelôs.


No total, demorei 45 minutos no trajeto completo, sendo que de carro levo cerca de 20 minutos. Como eu sai de casa 20 minutos mais cedo do que de costume, deu tempo de almoçar antes de começar o expediente (às 13h), como faço quase todos os dias. Ufa.

Por Gabriela Sylos, zona oeste

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A idéia

Na semana em que é comemorado o Dia Mundial Sem Carro (22 de setembro), uma equipe de jornalistas do UOL que costuma usar carro diariamente abrirá mão de seus veículos para observar e comparar as vantagens e desvantagens de viver no dia-a-dia usando transporte coletivo, bicicleta ou outros meios alternativos para se locomover. Diariamente, até sexta-feira, as impressões dos cinco jornalistas serão publicadas neste blog.

Gabriela Sylos Gabriela Sylos
Zona oeste, Pompéia
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Irineu Machado Irineu Machado
Zona sul, Vila Mariana
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Pedro Cirne Pedro Cirne
Zona oeste, Perdizes
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Thays Almendra Thays Almendra
Zona leste, Tatuapé
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Alessandro Giannini Alessandro Giannini
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